Linha Vichy Derco Kera-Solutions

Algumas semanas atrás, fui selecionada pela The Insiders para testar a nova Máscara Concentrada Antirrigidez Vichy Dercos Kera-Solutions.

Essa foi a minha primeira campanha então fiquei muito animada, principalmente porque cuidados com o cabelo são uma parte essencial da minha rotina.

Tenho cabelos coloridos há mais ou menos três anos agora, estou sempre descolorindo, usando tintas e pigmentos, e isso acaba ressecando demais os fios.

Já tentei de tudo, hidratação, produtos caros, produtos baratos, óleo de coco, e alguns destes produtos até ajudavam muito. Mas a textura do cabelo sempre continuou ressecada e sem vida.

Na primeira lavagem com o shampoo e condicionador da linha Vichy Dercos Kera-Solutions, já vi uma diferença enorme nos meus cabelos! A melhor forma que consigo explicar, é aquela sensação de ter acabado de sair do salão.

O cabelo ficou com vida, movimento, brilho e muito macio ao toque! De verdade estou apaixonada e definitivamente adicionarei os produtos à minha rotina de cuidados com os cabelos!

Eu lembro que crescendo, na minha casa minha mãe sempre comprava aqueles potes gigantes de shampoo extremamente caros e a gente só podia usar uma vez por semana e bem pouquinho!

Passei na farmácia esses dias e vi o preço, a linha Vichy Dercos Kera-Solutions acaba sendo muito mais em conta do que outros shampoos que não chegam nem mesmo perto dos benefícios que ela oferece!

Graças à tecnologia de microrrestauração com pro-keratin complex e ácido glicólico ativo inédito em tratamentos capilares, mas que já era muito utilizado no tratamento da pele, nós coloridas, podemos relaxar e nos divertir nas trocas de cores de cabelo sem nos preocupar!

E você? Já experimentou?

Midnight Delirium

Today, as I showered (this is the place where I have the best debates with myself and also the place where I come to my biggest conclusions!) I remembered a time back when I was young. Can you believe I went for around 5 years of my life wearing a jacket or a long sleeve even during the summer?

I did! I’ve always had problems with my arms, they were too weird, too skinny, too long, but so far, I never really paid much attention to any of that, until one day, during my English class, a boy named Apollo (I was around 9 years old, so he was probably younger than me, so don’t come for him ok), who was sitting on the chair next to me and accidentally touched my arm with his, looks down and goes “ew, what are those marks?” And yanks his arms to get them as far away from mine as he could.

I always knew I had those marks, some of them were there ever since I can remember, others were from mosquito bites. And a few were birth marks. Apollo was very white, me, I’m a mix, I know my father’s side of the family comes from Italy, but on my mother’s side, all I know is that my grandpa’s family came from Spain and from my grandmother’s side, my great great grandmother was indigenous, I don’t know where her “husband” was from, but somewhere in Europe, probably.

And that was not the first time I was ashamed of myself, my body, or my skin, but that was the first time someone else expressed pure disgust for it, and that hurt!

So, for years and years after this episode I would wear a jacket or a long sleeve anywhere and everywhere, and if someone ever asked me why, I would say “I can’t loose my style”.

But that’s so crazy, huh? How much things can leave a scar on us, I have now filled my arms with tattoos, and I know that a little bit of the reason behind that was to convince myself not to hide my arms anymore. Instead, teach me to love them, to appreciate them, to be proud of them!

My skin, my color, my marks, are a part of all of us, Brazilians, we are a mixed race, and that is nothing to be ashamed of!

So, I guess that’s all, guys, if you read it until here, I just wanted to say thank you. I’ve aways wanted a place to have those conversations, to share my inner monologues and now, here we are. Thank you for reading, and if you want to talk about anything, hit a girl up!

Delírios da Meia Noite

Hoje enquanto eu estava no banho (é o lugar onde tenho os melhores debates comigo mesma, e de onde tiro minhas maiores conclusões sobre a vida), e lembrei de quando eu era criança, vocês acreditam que por uns 5 anos da minha vida eu usava casaco ou blusa de manga cumprida mesmo no verão?

Pois é! Eu sempre achei meus braços esquisitos, muito finos, muito longos, mas até aí tudo bem, até que um dia, na aula de inglês, um menino chamado Apollo (eu tinha nove anos, ele devia ter menos então não julguem o Apollo), que estava sentado na carteira do lado da minha, acidentalmente encostou no meu braço, olhou pra baixo e falou “eca, o que são essas manchinhas?” e puxou o braço dele com tudo pra longe do meu.

Eu sabia que tinha manchinhas, algumas estavam ali desde que eu me conheço por gente, outras, eram marquinhas de picadas de mosquito. E outras são marquinhas de nascença. O Apollo era branquinho, eu, sou uma mistura, eu sei que um lado da família veio da Itália, no lado da minha mãe, a família do meu avô era Espanhola e a da minha avó era indígena + alguma outra região europeia.

E aquela não foi a primeira vez que eu tive vergonha de mim, do meu corpo, ou da minha pele, mas foi a primeira vez que uma pessoa de fora expressou completo nojo por ela, e aquilo me marcou.

Então por anos depois desse episódio, eu usava casaco no frio, no calor, na piscina e na praia, e quando alguém perguntava o motivo eu falava “não posso perder o estilo”.

Mas é tão louco, né? O quanto as coisas nos marcam, eu hoje enchi meus braços de tatuagens, e uma parte de mim sabe que o motivo disso foi pra quebrar essa vontade de escondê-los. E de ter vontade de mostrá-los, admira-los e verdadeiramente amá-los como eles devem ser amados.

Minha pele, minha cor, minhas manchinhas, são parte de todos nós, brasileiros, misturados, e isso não é motivo de vergonha.

É isso aí, obrigada por lerem até aqui, foi, verdadeiramente um delírio de uma terça-feira à noite, pré feriado, eu nunca encontrava lugares pra ter esse tipo de monólogos, mas agora tenho esse espaço aqui. E muito obrigada caso você queira se juntar a mim e conversar, vou adorar!

Sobre Tatuagem

Eu não sei se todos os tatuados aqui se sentem desta forma, mas eu tenho uma relação mais que especial com as minhas tattoos. Quando eu paro e me olho, vejo todos esses desenhos na minha pele, me dá uma felicidade enorme.

Eu nem sempre gostei de tatuagens, por anos da minha vida, jurava de pés juntos que JAMAIS faria uma, era influenciada por um lado mais conservador da família, e julgava até a minha própria mãe (me desculpa mãe, sei que já pedi, mas é sempre bom reforçar). Quando eu entendi que tatuagem era uma arte, uma forma de expressão, eu já comecei a pensar em tudo que eu queria para sempre gravado em mim. Mas não foi fácil, no começo, toda vez que eu fazia uma nova tatuagem, ao invés de me sentir livre, e mais eu mesma, eu me sentia uma decepção, eu era julgada, ouvia coisas que doíam.

Com o tempo, graças a Deus isso foi melhorando, e acredito que essas pessoas que me julgavam, começaram a entender que meu corpo é meu templo, e nele quero deixar marcas, representações de momentos, de sentimentos, e de amores, e que a tatuagem não me diminui, ela me aumenta, ela me acrescenta, ela conta a minha história na minha pele. Tem algo mais bonito que isso? Por isso hoje, quando eu me vejo, TODA RABISCADA, um próprio gibi ambulante, eu tenho o MAIOR orgulho do mundo!

About Tattoos

I don’t know if everyone who has a tattoo feels the same way, but I have a very special relationship with my tattoos. When I stop to look at myself, and see all the drawings on my skin, it gives me an insane amount of happiness.

I haven’t always loved tattoos, you know, at some point I would proudly and loudly say that I would NEVER get one done, I was influenced by a conservative side of the family and I used to judge even my own mother (I’m sorry mom, I’ve apologized before, but it is always good to reinforce it). When I understood that tattoos were art, and a way of expressing yourself, I started wondering about everything I wanted to have forever engraved on my own skin. But it wasn’t easy, in the beginning, anytime I would get a new tattoo, instead of feeling free, and more myself, I would feel ashamed, and that I was a disappointment,

I was judged, and I heard things that really hurt me! With time, thanks to the Lord, things started getting better, I believe that those people that once judged me started to understand that my body is my temple, and I want to decorate it with memories, of hardships, of love, of feelings, and that the tattoos don’t diminish my value, they increase it, they add to who I am, they tell my story on my skin. Is there anything more beautiful than that? That’s why now, when I look at myself SCRAWLED, a walking comic book, I am the PROUDEST person there ever is!

Se Ame

Eu sou minha maior crítica, sempre, a primeira a apontar meus erros, minhas falhas, minhas imperfeições. Eu acho que esqueço o quanto já fiz por mim mesma, o quanto lutei para estar aqui, quantas vezes me levantei sozinha para começar tudo de novo. Eu sou a única que sei tudo o que passei, e só eu sei o quão difícil foi me tornar a pessoa que sou hoje, então eu deveria ter orgulho dessa pessoa, eu tenho orgulho de mim. E você deveria ter essa conversa consigo mesmo um dia desses, se valorize, diga a si mesmo “você conseguiu, e foi incrível!”. Tenha mais orgulho de quem você é, se ame mais! Você vale a pena!

Love Yourself

I am my biggest critic, always, the first one to point out my mistakes, my flaws, my imperfections. I think I forget how much I have done for myself, how much I have fought to be here, how many times I had to pick myself up and start it all over again. Only I know everything I have gone through, and only I know how hard it was to become the person I am today, so I should be proud of that person. I am proud of that person, I am proud of me. And you should definitely have this talk with yourself one of those days, pat yourself on the back and say “you did it, it’s amazing”. Be more proud of who you are, love yourself more! You are worth it!

Maquiagem

Quero começar esse post dizendo que não sou contra maquiagem, acho uma arte linda, as vezes tenho sim vontade de me maquiar, adoro experimentar cores e estilos. Eu usava maquiagem TODOS os dias, acordava 30 minutos mais cedo para me maquiar para ir para a escola. Se tivesse uma festa no fim de semana, perdia horas na frente do espelho, e como não enxergo muito bem sem óculos, eu me frustrava muito, tinha que tirar tudo e refazer várias vezes, chorava e tudo.

Quando meu potinho de corretivo da MAC tava acabando, era uma correria convencer meu pai a deixar gastar o dinheiro e ir no shopping comprar. Tinha bases para os meses de inverno e bases para o verão, quando estava mais bronzeada. Rímel, nossa, uma vez machuquei o olho por conta de um rímel empelotado. Quando me mudei para o Canada conheci os corretivos coloridos, tinha uma farmácia maravilhosa do lado da faculdade e eu passava lá todo dia pra ver as novidades.

Quando eu voltei pro Brasil, veio a frustração, as coisas foram acabando, não encontrava algumas marcas, as que tinha, eram muito caras, muita coisa tem ingredientes que me dão alergia, então eu tenho que testar, mas pra testar tem que comprar, e comprar era caro; Tinha dias que eu não saía de casa por preguiça de fazer maquiagem, e foi aí que eu percebi: eu tinha virado uma escrava daquilo.

Não estava fazendo por me sentir bem, estava fazendo por sentir que PRECISAVA. Tive namorados que questionavam “não vai passar uma base não?” E até amigas que ainda questionam. É como ser ser humano não fosse mais aceitável, como se ter “imperfeições” fosse o fim do mundo, e sinceramente? Não é! Espinhas? Todo mundo tem, até a Kendal Jenner já falou disso!

A minha questão aqui é não me deixar levar e não me sentir obrigada a me encaixar num padrão inalcançável e cansativo que nos é imposto todos os dias. Eu cansei de fazer aquele “no makeup makeup” que é a maquiagem natural que parece que você está sem maquiagem, e gente 🤔 mais fácil ficar sem maquiagem, né! Hoje eu não sou mais escrava da maquiagem, já cansei de ir em eventos, festas, e lugares de cara limpa, e muito orgulhosa de mim mesma. Mas também tenho dias em que quero passar alguma coisa, e tudo bem, contanto que seja por diversão, e não por OBRIGAÇÃO! Acho que pra mim, hoje, é a mesma coisa dos vestidos e dos saltos, eu não preciso deles, minha feminilidade não depende deles, mas quando eu quiser, eu uso, por mim! Você já tinha pensado nessas coisas? Se identifica com algo? Vê de forma diferente? Conversa comigo!

Makeup

I want to begin this post saying that I am not against make up, I think it is a beautiful form of art, somedays I want to put on makeup and play with different methods and colors. I used to wear makeup EVERY SINGLE DAY, I would wake up 30 minutes before I had to just to put on makeup to go to school. If I had a party on the weekends, it would take me hours in front of the mirror, trying to get my make up perfectly, as I don’t see very well without my glasses on, I would get frustrated a lot, I had to take it all off and start all over again, most times, I would cry.

Whenever my small MAC concealer was about to end, it was chaos, trying to convince my dad to spend the money, and take me to the mall so I could buy a new one! I had foundation for the winter time, and for the summer time, when I was more tan. Mascara, oh, mascara, once, I cut my eye because I was using an old tube that had lumps in it. When I moved to Canada, I learned about color correction, there was a huge drugstore right by my college so I would go there every day to see what was new. When I came back to Brazil, there was so much frustration because I was running out of products, some brands were not available in Brazil, the ones that were, were so expensive, a lot of products contain substances that give me allergies, so I have to try a lot, and to try you have to buy and buying is expensive; Some days I wouldn’t leave the house because I didn’t feel like doing my make up and that’s when it hit me: I had become a slave to makeup!

I wasn’t doing it because it made me feel good, I was doing it because I HAD TO. I had boyfriends questioning “won’t you put on some concealer?” And I have friends who still question it to this day! It is like being human isn’t acceptable anymore, like having “imperfections” is the end of the world, and honestly? It is not! Acne? Everyone has them! Even Kendal Freakin Jenner has talked about it! My point here is not letting me get pushed into the pressure of trying to archive an unarchivable skin type, it is exhausting. I used to perfect the “no makeup makeup” look, like 🤔 maybe just don’t wear the makeup?

Today I’m not a slave to that anymore, I’ve been to parties, events, and any other place wearing a clean face and being extremely proud of myself. There are some days that I want to put something on, and that’s ok too, as long as I’m doing it for fun and not because I’m OBLIGATED to it! I think to me, it is the same thing with dresses and heels, I don’t need them, my femininity does not depend on them, but whenever I want to, I can wear it, for me! Have you ever thought about any of those things? Do you relate to it? Have different opinions? Let’s chat!

Insomnia

It’s so hard to live with insomnia.

At 15 I was diagnosed with depression and that’s when I started taking sleeping medication. Ever since then, there was only ONE nigh where I was able to sleep without any type of medication.

10 years of my life, I’ve been hooked to medicine, needing it to sleep.

It fluctuates, honestly, sometimes it is easier, I can easily fall asleep with a smaller doses. Other times, I have to take so many pills to fall asleep, that I can’t wake up the next day.

It is hard, there have been periods of my life where I was completely numbed by medication. I don’t remember classes, people, events, nothing.

After 8 years I finally got rid of a specific medication, but just went straight to the other, always overseen by doctors. Always wondering if I’ll ever be able to lay my head down on the pillow and sleep like a “normal” human being.

It is hard, living with depression, that is what causes my insomnia. It’s just a hard, solitary thing. It hurts. I don’t like it!