O Bolo de Caneca Perfeito

Olá pessoas,

como vocês estão nesse domingo? Eu, como sempre, estou com preguiça, haha, e devido às minhas restrições alimentares adquiridas recentemente (caso você tenha caído de paraquedas por aqui, estou me recuperando de uma pancreatite!), tive que aprender receitas fáceis, rápidas e gostosas. Apesar de eu não gostar de passar muito tempo na cozinha, eu AMO comer, ainda mais se for bolo!

Então hoje vim dividir com vocês uma receita MEGA fácil e rápida que fica deliciosa e é perfeita para comer no café da manhã, lanche da tarde, ou a qualquer momento que bata aquela vontade de comer um docinho!

A melhor parte dessa receita é que você pode adaptá-la da forma que você preferir, ela pode, inclusive se tornar uma receita vegana, pode ser totalmente fat, totalmente fit, ou o meio termo, que é o que eu faço. Então deixa eu parar de enrolar e passar logo essa receitinha para vocês!

A lista de ingredientes é bem simples:

  • 1 ovo;
  • 4 colheres de sopa de leite (agora estou usando o sem lactose, pode também ser leite de amêndoas ou qualquer outro que você use para substituir);
  • 4 colheres de sopa de açúcar, eu uso o açúcar mascavo, mas você pode usar o refinado comum, ou até mesmo o mascavo!
  • 3 colheres de sopa de óleo, MAS VEJA BEM, a caneca de porcelana é feita de um material anti aderente, ou seja, você pode pular essa parte e fazer SEM ÓLEO NENHUM, ou com uma menor quantidade, e até óleo de coco. Eu uso uma colher de manteiga derretida, e para mim, fica perfeito!
  • 2, 3 ou 4 colheres de sopa de chocolate em pó. Eu uso 2 colheres de sopa do Nescau com 30% menos açúcar e uma colher de sopa de cacau em pó. Da vez que tentei usar apenas o cacau, o bolo ficou muito seco, então resolvi fazer dessa maneira;
  • 4 colheres de sopa de farinha. Eu uso a farinha de arroz agora, pois não posso comer glúten, mas você pode usar a farinha branca normal, ou até mesmo farinha de aveia ou amêndoas!
  • 1 colher de café de fermento em pó;
  • Agora mistura tudo beeeeeeem misturadinho e coloca por 3 minutos e meio no microondas! Eu ainda coloco gotas de chocolate 70% cacau e misturo junto e fica uma delicia pois elas derretem e o bolo fica molhadinho.

Algumas coisas a serem levadas em consideração:

1- O ovo pode ser substituído por banana amassada!

2- Se você, como eu, for usar a manteiga derretida, coloque ela como primeiro ingrediente na caneca, coloque por 15 a 20 segundos no microondas, e depois acrescente os ingredientes secos ou o leite, NÃO jogue o ovo diretamente por cima da manteiga quente!

3- Se você fizer a receita, não esquece de postar nos stories e me marcar (https://www.instagram.com/barbaraconrado), quero saber se que fez gostou!

De verdade, devo comer um bolinho desses umas três vezes por semana, é muito fácil, rápido e com pouquíssima sujeira, você só precisa de UMA caneca, não é perfeito?

Por hoje é isso, galera, espero que vocês tenham gostado, e não esqueçam de me mandarem seus feedbacks!

Beijos e até o próximo post 🙂

aaah, e um segredinho nosso aqui, sabem de onde tirei essa receitinha? De uma caneca hahaha, só fui ajustando com o passar dos anos e esses que fiz essas ultimas semanas, para mim foram os melhores até agora!

About Tattoos

July 25th 2013, the day I got my first tattoo! After so much asking for it, so much thinking, daydreaming, I finally got it! At the peak of my 17 years of age, leaving home to go to college, all I could think about was “freedom”. Today, 43 tattoos later, I think I can finally say that I became what I wanted the most: the tattooed woman that isn’t afraid to express herself and show her marks and her feelings on her skin. If I regret any of them? NEVER! Many of those tattoos were seen as rebel acts and treated as such, so I pride myself in each one that I carry with me, because I am the only one who knows how much I fought to get the FREEDOM of owning my own body. If I would change any? Maybe someday, but regret it? NEVER!

Sobre Tatuagens

25 de Julho de 2013, o dia que eu fiz a minha primeira tatuagem! Depois de tanto pedir, de tanto pensar, imaginar, eu finalmente consegui. No auge dos meus 17 anos, saindo de casa para a faculdade, tudo o que eu conseguia pensar era “liberdade”. Hoje, 43 tatuagens depois, eu acho que posso finalmente dizer que me tornei aquilo que eu mais queria: a mulher toda tatuada que não tem medo de se expressar e de mostrar suas marcas e sentimentos na pele. Se eu me arrependo de alguma? JAMAIS! Muitas dessas tatuagens foram vistas como atos de rebeldia e tratadas como tais, então me orgulho de cada uma que carrego comigo, pois só eu sei o quanto lutei para conseguir a LIBERDADE de ser dona do meu próprio corpo. Se eu mudaria alguma? Talvez um dia, mas me arrepender, JAMAIS!

About my acne

I have received a few questions (from people who were actually concerned and I thank you guys for caring about me) and comments (those weren’t as welcomed) about the little spots on my face.

It’s acne, like the ones you get when you are a teenager. Apparently, some people start having acne after they turn 25 years old (I know, it’s crazy).

If I’m being honest they do not bother me, I know they are there, I literally feel them since some of them can be quite painful, and I’ve been treating them, I’ve been to two dermatologists, but we still haven’t managed to find the perfect formula to get them to go away.

I could wear make up to cover them up, but I really don’t feel like it. I could use photoshop to remove them, but…why? I know we have been taught our entire lives to cover up any “imperfections” that might appear in our bodies.

But in all honesty they only started bothering me after a few “what is that in your face” comments. I’ve already had a talk with myself and I got to the conclusion that: it is normal, 18 year old Barbara would spend hours in front of the mirror and spend tons of money on make up. 25 year old Barbara understands that it is ok, nobody is perfect and I am not bothered for having spots on my face.

That is all.

Sobre minhas espinhas

Eu recebi algumas perguntas (de pessoas que eu sei que estavam apenas preocupadas e muito obrigada por se preocuparem) e comentários (esses já menos bem vindos) sobre as manchinhas no meu rosto.

São espinhas, igual aquelas que temos quando somos adolescentes. Aparentemente algumas pessoas voltam a tê-las depois dos 25 (eu sei, doideira).

De verdade não me incomodam, eu sei que elas estão ali, eu as sinto, algumas são até bem doloridas, e eu venho fazendo tratamento, já fui em dermatologista, mas ainda não encontramos a fórmula mágica que fez com que elas fossem embora.

Eu poderia usar maquiagem para cobri-las, mas de verdade, não tenho vontade. Eu poderia fazer Photoshop e apagá-las, mas…porque? Eu sei que fomos ensinados a apagar qualquer tipo de “imperfeição” que apareça no nosso corpo. Mas de verdade, só começaram a me incomodar depois de algumas perguntas do tipo “o que é isso na sua cara?”.

Mas já sentei comigo mesma e já cheguei à conclusão de que: é normal, a Barbara de 18 anos ficaria horas na frente do espelho e gastaria rios de dinheiro com maquiagem. A Barbara de 25 entendeu que tá tudo bem, ninguém é perfeito, e eu não me incomodo nem um pouco em ter marquinhas na minha cara.

É isso.

Midnight Delirium

Today, as I showered (this is the place where I have the best debates with myself and also the place where I come to my biggest conclusions!) I remembered a time back when I was young. Can you believe I went for around 5 years of my life wearing a jacket or a long sleeve even during the summer?

I did! I’ve always had problems with my arms, they were too weird, too skinny, too long, but so far, I never really paid much attention to any of that, until one day, during my English class, a boy named Apollo (I was around 9 years old, so he was probably younger than me, so don’t come for him ok), who was sitting on the chair next to me and accidentally touched my arm with his, looks down and goes “ew, what are those marks?” And yanks his arms to get them as far away from mine as he could.

I always knew I had those marks, some of them were there ever since I can remember, others were from mosquito bites. And a few were birth marks. Apollo was very white, me, I’m a mix, I know my father’s side of the family comes from Italy, but on my mother’s side, all I know is that my grandpa’s family came from Spain and from my grandmother’s side, my great great grandmother was indigenous, I don’t know where her “husband” was from, but somewhere in Europe, probably.

And that was not the first time I was ashamed of myself, my body, or my skin, but that was the first time someone else expressed pure disgust for it, and that hurt!

So, for years and years after this episode I would wear a jacket or a long sleeve anywhere and everywhere, and if someone ever asked me why, I would say “I can’t loose my style”.

But that’s so crazy, huh? How much things can leave a scar on us, I have now filled my arms with tattoos, and I know that a little bit of the reason behind that was to convince myself not to hide my arms anymore. Instead, teach me to love them, to appreciate them, to be proud of them!

My skin, my color, my marks, are a part of all of us, Brazilians, we are a mixed race, and that is nothing to be ashamed of!

So, I guess that’s all, guys, if you read it until here, I just wanted to say thank you. I’ve aways wanted a place to have those conversations, to share my inner monologues and now, here we are. Thank you for reading, and if you want to talk about anything, hit a girl up!

Delírios da Meia Noite

Hoje enquanto eu estava no banho (é o lugar onde tenho os melhores debates comigo mesma, e de onde tiro minhas maiores conclusões sobre a vida), e lembrei de quando eu era criança, vocês acreditam que por uns 5 anos da minha vida eu usava casaco ou blusa de manga cumprida mesmo no verão?

Pois é! Eu sempre achei meus braços esquisitos, muito finos, muito longos, mas até aí tudo bem, até que um dia, na aula de inglês, um menino chamado Apollo (eu tinha nove anos, ele devia ter menos então não julguem o Apollo), que estava sentado na carteira do lado da minha, acidentalmente encostou no meu braço, olhou pra baixo e falou “eca, o que são essas manchinhas?” e puxou o braço dele com tudo pra longe do meu.

Eu sabia que tinha manchinhas, algumas estavam ali desde que eu me conheço por gente, outras, eram marquinhas de picadas de mosquito. E outras são marquinhas de nascença. O Apollo era branquinho, eu, sou uma mistura, eu sei que um lado da família veio da Itália, no lado da minha mãe, a família do meu avô era Espanhola e a da minha avó era indígena + alguma outra região europeia.

E aquela não foi a primeira vez que eu tive vergonha de mim, do meu corpo, ou da minha pele, mas foi a primeira vez que uma pessoa de fora expressou completo nojo por ela, e aquilo me marcou.

Então por anos depois desse episódio, eu usava casaco no frio, no calor, na piscina e na praia, e quando alguém perguntava o motivo eu falava “não posso perder o estilo”.

Mas é tão louco, né? O quanto as coisas nos marcam, eu hoje enchi meus braços de tatuagens, e uma parte de mim sabe que o motivo disso foi pra quebrar essa vontade de escondê-los. E de ter vontade de mostrá-los, admira-los e verdadeiramente amá-los como eles devem ser amados.

Minha pele, minha cor, minhas manchinhas, são parte de todos nós, brasileiros, misturados, e isso não é motivo de vergonha.

É isso aí, obrigada por lerem até aqui, foi, verdadeiramente um delírio de uma terça-feira à noite, pré feriado, eu nunca encontrava lugares pra ter esse tipo de monólogos, mas agora tenho esse espaço aqui. E muito obrigada caso você queira se juntar a mim e conversar, vou adorar!

Sobre Tatuagem

Eu não sei se todos os tatuados aqui se sentem desta forma, mas eu tenho uma relação mais que especial com as minhas tattoos. Quando eu paro e me olho, vejo todos esses desenhos na minha pele, me dá uma felicidade enorme.

Eu nem sempre gostei de tatuagens, por anos da minha vida, jurava de pés juntos que JAMAIS faria uma, era influenciada por um lado mais conservador da família, e julgava até a minha própria mãe (me desculpa mãe, sei que já pedi, mas é sempre bom reforçar). Quando eu entendi que tatuagem era uma arte, uma forma de expressão, eu já comecei a pensar em tudo que eu queria para sempre gravado em mim. Mas não foi fácil, no começo, toda vez que eu fazia uma nova tatuagem, ao invés de me sentir livre, e mais eu mesma, eu me sentia uma decepção, eu era julgada, ouvia coisas que doíam.

Com o tempo, graças a Deus isso foi melhorando, e acredito que essas pessoas que me julgavam, começaram a entender que meu corpo é meu templo, e nele quero deixar marcas, representações de momentos, de sentimentos, e de amores, e que a tatuagem não me diminui, ela me aumenta, ela me acrescenta, ela conta a minha história na minha pele. Tem algo mais bonito que isso? Por isso hoje, quando eu me vejo, TODA RABISCADA, um próprio gibi ambulante, eu tenho o MAIOR orgulho do mundo!

About Tattoos

I don’t know if everyone who has a tattoo feels the same way, but I have a very special relationship with my tattoos. When I stop to look at myself, and see all the drawings on my skin, it gives me an insane amount of happiness.

I haven’t always loved tattoos, you know, at some point I would proudly and loudly say that I would NEVER get one done, I was influenced by a conservative side of the family and I used to judge even my own mother (I’m sorry mom, I’ve apologized before, but it is always good to reinforce it). When I understood that tattoos were art, and a way of expressing yourself, I started wondering about everything I wanted to have forever engraved on my own skin. But it wasn’t easy, in the beginning, anytime I would get a new tattoo, instead of feeling free, and more myself, I would feel ashamed, and that I was a disappointment,

I was judged, and I heard things that really hurt me! With time, thanks to the Lord, things started getting better, I believe that those people that once judged me started to understand that my body is my temple, and I want to decorate it with memories, of hardships, of love, of feelings, and that the tattoos don’t diminish my value, they increase it, they add to who I am, they tell my story on my skin. Is there anything more beautiful than that? That’s why now, when I look at myself SCRAWLED, a walking comic book, I am the PROUDEST person there ever is!

Se Ame

Eu sou minha maior crítica, sempre, a primeira a apontar meus erros, minhas falhas, minhas imperfeições. Eu acho que esqueço o quanto já fiz por mim mesma, o quanto lutei para estar aqui, quantas vezes me levantei sozinha para começar tudo de novo. Eu sou a única que sei tudo o que passei, e só eu sei o quão difícil foi me tornar a pessoa que sou hoje, então eu deveria ter orgulho dessa pessoa, eu tenho orgulho de mim. E você deveria ter essa conversa consigo mesmo um dia desses, se valorize, diga a si mesmo “você conseguiu, e foi incrível!”. Tenha mais orgulho de quem você é, se ame mais! Você vale a pena!